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Propagação Mudas de Fruteiras por Mergulhia, alporquia

A mergulhia consiste no enraizamento de uma parte da planta a ser propagada, na própria planta e depois o destacamento da mesma para obtenção da muda. Há muitas variações, dependendo do tipo de ramo, da porção do ramo enterrada no solo ou do seu comprimento, obtendo-se, assim, uma ou mais mudas. A base do processo é o enterrio de uma porção de um ramo, curvado da planta que se quer propagar, para que enraíze e, depois do enraizamento, destaca-se de uma vez ou gradativamente a muda, plantando-a em um recipiente. O ramo que vai ser enterrado deve ser desfolhado ou anelado e, depois, preso ao solo por uma estaca de madeira, bambu ou pedaço de arame grosso. A jabuticabeira, o abieiro, camu-camu e outras frutíferas podem ser propagados por mergulhia

Alporquia

A alporquia é um método usado para propagar plantas difíceis de enxertar. É uma variação da mergulhia. Neste método, escolhe-se, em uma planta adulta, alguns ramos de 1 a 3 cm de diâmetro, faz-se neles um anelamento (retirada da casca) de 3 a 5 cm e, depois, cobre-se a parte anelada com esfagno ou uma mistura de esterco e serragem úmida, cobrindo com saco plástico, bem amarrado, forçando assim o enraizamento no local cortado. Pode-se fazer um anel também abaixo do local que vai enraizar, para forçar a brotação das gemas. Vai-se cortando mais, conforme o enraizamento, até se destacar o ramo bem enraizado, tendo-se então a muda. Esta necessita de um estufim, ou câmara de nebulização com alta umidade para ser colocada, após a sua retirada da planta para um período de adaptação e pegamento. Varias frutíferas têm sido assim propagadas (Figura ), embora seja um método caro e de pouco rendimento.
Enxertia

A enxertia é a união dos tecidos de duas plantas, geralmente da mesma espécie, passando a formar uma planta com duas partes: o enxerto (copa) e o porta-enxerto (cavalo). A copa, cavaleiro ou enxerto é a parte de cima, que vai produzir os frutos da variedade desejada e o cavalo ou porta-enxerto é o sistema radicular, o qual tem como funções básicas o suporte da planta, fornecimento de água e nutrientes e a adaptação às condições de solo, clima e doenças

A enxertia pode ser feita por vários métodos, sendo os mais comuns a encostia, a borbulhia, a garfagem com suas variações, conforme a planta, pois cada espécie se adapta a um tipo.


Encostia

A encostia é um tipo de enxertia no qual se leva o cavalo em um recipiente, até a planta que se quer propagar (copa) (Figura ).

Corta-se uma porção de um ramo de cada planta, de mesma dimensão e encostam-se as partes cortadas, amarrando-se, em seguida, com fita plástica para haver a união dos tecidos (Figura ). Pode-se fazer um anelamento, que consiste de uma incisão ao redor do ramo, acima do corte, no cavalo.
Após um período de 30 a 60 dias, havendo a união, pode-se cortar a parte acima do ponto de união do cavalo, destacando o ramo da planta original, formando a nova copa, originando, assim, uma muda, agora constituída da copa e do cavalo. Esse método pode ser usado para propagar plantas difíceis de enxertar.

A encostia é usada também quando se quer substituir o cavalo de uma planta já enxertada, plantada no pomar. Faz-se o plantio de 2 ou 3 cavalos de uma outra variedade diferente do cavalo inicial, ao lado do tronco da planta, fazendo-se a encostia destes cavalos na altura de 20 a 30 cm do tronco da copa. É chamada, neste caso, subenxertia.
Borbulhia

A borbulhia consiste em se usar uma borbulha ou gema a qual vai ser fixada junto ao cavalo, após o corte de parte do mesmo. A borbulha pode ser fixada em um corte da casca ou sob ela, em uma abertura em forma de T que pode ser normal ou invertido, em janela ou em placa. Todo corte deve ser feito com canivete bem afiado (Figura ).

Para se executar a enxertia pós borbulhia, normalmente usa-se um cavalo de 1 a 1,5 cm de diâmetro, no qual se faz o corte a 10 – 15 cm. O corte é feito no sentido vertical do ramo do cavalo, e depois no horizontal, na parte de cima ou de baixo do primeiro corte ou em ambos (janela). Neste corte, introduz-se a borbulha, retirada de um ramo da planta que se quer propagar. Outro tipo é a borbulhia de placa, na qual se faz um corte de parte da casca e lenho do cavalo, e a borbulha, retirada do ramo na mesma dimensão, é justaposta e amarrada.

Após a inserção da gema, amarra-se com fitilho plástico e espera-se a brotação do enxerto, o que ocorre até os 30 dias após a enxertia. A retirada do plástico pode ser feita de 15 a 45 dias, dependendo da fruteira. A época de enxertia é usualmente na primavera para as plantas tropicais e no inverno para as temperadas.

Após o pegamento do enxerto, inicia-se a brotação da gema, cujo broto mais forte deve ser conduzido em haste única, tutorado a uma estaca, à qual é amarrado, sendo as demais brotações eliminadas, com canivete, tesoura de poda ou à mão, quando bem novas. O enxerto é forçado a crescer, pela poda, anelamento ou curvamento do cavalo (Figura). O crescimento do enxerto prossegue, até a altura acima da estaca (60 cm), quando, então, no ramo já maduro, se faz a poda de formação, na altura da estaca. Abaixo do ponto da poda de formação a futura copa da planta.
Data Edição: 11/02/03
Fonte: Toda Fruta

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